O Folclore Brasileiro

FOLCLORE BRASILEIRO

O Folclore brasileiro lendas e mitos é um conjunto de estórias passadas principalmente por nossos avós que trazem acontecimentos sobrenaturais e misteriosos, ou simplesmente uma fantasia com a intenção de ensinar alguma coisa aos filhos.
Algumas lendas do Folclore Brasileiro são meramente para ensinar alguma coisa, outras somente fruto da imaginação das pessoas, mas como o Brasil é um país muito grande, várias lendas e mitos são passadas de geração para geração, principalmente as lendas do Folclore brasileiro Região Norte do Brasil, onde muitas delas são festejos com comidas típicas, músicas da região, danças, brincadeiras e muita alegria
Folclore Brasileiro Mitos e Lendas
Folclore brasileiro Saci Pererê – Uma as lendas mais conhecidas do Folclore brasileiro – Saci Pererê, que é um menino moreno que usa um chapéu vermelho, fuma cachimbo e tem somente uma perna. O Saci Pererê no Folclore brasileiro é um menino muito brincalhão e travesso, mas é um grande conhecedor de chás e ervas medicinais feitas com plantas. Ele guarda e controla os segredos e todos seus conhecimentos. Segundo o mito do Saci Pererê, as pessoas que entram na floresta para encontrar destas ervas e plantas, devem ir até ele pedir sua autorização, senão Saci Pererê irá transforma-lo em uma vítima de suas brincadeiras e de suas travessuras.
Outras lendas e histórias do Folclore brasileiro são o Curupira, Boitata, Caipora, Lobisomem, Mãe d’agua, lenda da Mula sem Cabeça e muitas outras, cada qual com sua estória dos contos folclóricos do Brasil.

O maracatu, uma das mais antigas tradições da cultura popular de Pernambuco, tem oficialmente, o seu dia de comemoração, 1º de agosto. A data dedicada ao folguedo homenageia o nascimento do Mestre Luiz de França, do Maracatu Leão Coroado, eleito Patrimônio Vivo de Pernambuco pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco. Maracatu ou cambinda, é um cortejo – dança dramática – que re-interpreta os impérios portugueses e as reinages francesas (instituições tradicionais da Europa que coroavam anualmente seus reis), convergindo às tradições africanas. Deriva das nações do Rei do Congo e do Alto do Congo. A instituição Rei do Congo, criada na segunda metade do século 17, tinha por finalidade executar a parte administrativa e a representação do ato dos congos (teatro, música e dança). Os escravos coroavam seus reis e rainhas às portas da Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, em Recife.

Chefes tribais africanos trazidos para o Brasil reproduziam gestos da nobreza européia para mostrar a sua força e seu poder, apesar da escravidão. Viajantes do século XVIII já narravam os desfiles destas cortes e as coroações de soberanos do Congo e de Angola no pátio da Igreja do Rosário dos Pretos, no Recife.
A palavra maracatu era usada, até o século XIX, para designar qualquer ajuntamento de negros. Pouco a pouco passou a ser empregada para os cortejos de reis africanos.

A lei nº11.506, de 22 de dezembro de 1997, não podia ser mais sucinta. Institui em Pernambuco o dia 1º de agosto como Dia Estadual do Maracatu e revoga as disposições em contrário.

Caboclos de Lança do Maracatu

Desde o começo, os desfiles traziam vários elementos, sobretudo religiosos, que conservam até hoje, como a calunga (boneca de cera que encarna os antepassados) e a grande umbela (espécie de chapéu-de-sol) que protege o rei e a rainha, ladeados pelos nobres e plebeus da corte. São mais de 150 pessoas: do ministro ao vassalo, da dama-do-paço ao escravo (que carrega a umbela), do brasabundo (espécie de guarda-costas) ao batuqueiro (músicos).

O ritmo frenético que acompanha o maracatu teve origem nas Congadas, cerimônias de escolha e coroação do rei e da rainha da “nação” negra. Ao primeiro acorde do maracatu, a rainha ergue a calunga para abençoar a “nação”. A percussão é baseada em tambores grandes, chamados alfaias, caixas, taróis, ganzás e um gonguê.

Estes grupos são chamados de maracatus nação ou de baque virado ou urbanos. Os mais tradicionais são: Nação do Elefante, Nação do Leão Coroado, Nação da Estrela Brilhante, Nação do Indiano, Nação Porto Rico do Oriente e Nação Cambinda Estrela. Recentemente, surgiram novos grupos preocupados em manter e renovar a tradição dos maracatus, como o Nação Pernambuco.

O maracatú é a tradição que mantém viva uma das mais importantes manifestações culturais brasileiras. O ritmo que nasceu no campo, entre os escravos dos engenhos, é hoje responsável por transformar o carnaval de Pernambuco em um dos mais bonitos do país.

Fonte: http://www.emdiv.com.br
Palavra de origem Inglesa
FOLCK = POVO
LORE = CIÊNCIA
Logo = Ciência do povo
Comemorado em Agosto no dia 22.

No folclore, entreve-se as raízes de um povo. É o conjunto de tradições, conhecimentos e crenças populares expressas em provérbios, costumes, lendas, festas, canções e danças. etc….
Considera-se fato folclórico toda maneira de sentir, pensar e agir que constitui uma expressão de experiência peculiar de vida de uma coletividade humana integrada numa sociedade civilizada. No Brasil em cada lugar, o povo canta, dança, e contam as suas histórias que remontam de um passado glorioso. Existem os mitos, as lendas, as festas, as músicas e as danças folclóricas.
MITOS E LENDAS
São histórias antigas que o povo conta, mas que não são reais, isto é, não existem verdadeiramente estes personagens. Existem somente como histórias.
SACI-PERERÊ
Assim é a sua história: Um negrinho de uma perna só, capuz vermelho na cabeça, e que segundo alguns, usa um cachimbo. Não é maldoso. Só gosta de fazer travessuras, como por exemplo, dar nó no rabo dos cavalos. É muito popular em todas as regiões do Brasil, onda o caipira muitas vezes o invoca para encontrar objetos ou animais perdidos.
MÃE DÁGUA OU IARA
Crendice popular de todas as regiões brasileiras.
No sul habita as lagoas tranqüilas, mas atrai os pescadores para seus domínios, Aparece nas águas como uma flor que canta e aos poucos vai-se tornando uma bela moça, que enfeitiça com sua voz e sua beleza.
NEGRINHO DO PASTOREIO
Lenda popular do Rio Grande do Sul. É a estória do pobre negrinho escravo, sacrificado pelo seu malvado senhor, porque não encontrou um petiço, (cavalinho) que se desgarrara da manada. Depois de açoitado, foi abandonado e no dia seguinte achado ao lado de Nossa Senhora que o levou para o céu. É invocado pelos campeiros, para auxilio, na busca de animais perdidos.
A COBRA GRANDE
A lenda do indiozinho que a noite era curumim (criança indígena) e ficava com a mãe. Durante o dia sumia no mato e se transformava em grande cobra. Cresceu como belo moço durante a noite e durante o dia transformava-se em monstruosa serpente. Foi salvo por um seu amigo, que escondido as margens do Tocantins, atacou a serpente com um golpe na cabeça e algumas gotas de leite de mulher, também na cabeça.
O encanto se desfez.
A cobra desapareceu e no seu lugar, surgiu o belo índio, que nunca mais voltou a ser serpente.
O UIRAPURU
Lenda do pássaro da voz mais melodiosa da mata. Conta a história que um belo índio, disputado por todas as jovens da tribo, foi morto por seu rival. Mas como que por encanto, o corpo desapareceu, transformado num pássaro invisível. Desse dia em diante, apaixonadas e saudosas as índias ouviam apenas um canto maravilhoso, povoando de harmonias os ermos da floresta, mas que afastava-se sempre que elas o perseguiam. Era o belo índio que haviam perdido para sempre, encantado no pássaro da voz mais melodiosa da mata. Era o Uirapuru.
COMO SURGIU A NOITE
Outra lenda indígena.
Conta-se que no princíipio a noite estava escondida no fundo das águas. Era sempre dia.
A filha do cacique, queria se casar, mas como festejar o casamento, iluminando a floresta com fogueiras se o sol brilhava sempre? É só mandar buscar a (noite) no fundo do rio.
O noivo chamou 3 índios e ordenou: Tragam do rio, um caroço de tucumã Tragam com cuidado. Se o abrirem, muita coisa pode acontecer.
Mas a curiosidade foi maior. Derreteram o breu que fechava o coco e tudo escureceu subitamente Soltaram a noite. A festa do casamento foi bonita. Cheia de fogueiras.
Mas lá pelas tantas, a noiva viu a estrela dalva, e resolveu fazer a madrugada. Separou a noite do dia. Depois enrolou uns fios e disse: Serás o pássaro cujubim. Pintou-lhe a cabeça de branco com tabatinaga, as penas de vermelho uruçu e e mandou: Cante sempre ao raiar do dia.
Fez outro novelinho e polvilhou-o com cinzas e ordenou desta vez: Serás o pássaro inambu e cantarás durante a noite. E os 3 desobedientes, ao chegar tiveram o seu castigo. Transformaram-se em macacos, e pior ainda, ficaram com a cara preta, pois o breu derretido sujou os 3 quando abriram o coco de tucomã.
Existem muitas lendas, mas escolhemos estas para contar.
FESTAS, MÚSICA, DANÇA, COSTUMES, PROVÉRBIOS, INSTRUMENTOS MUSICAIS E ARTESANATO EM DIVERSAS REIÕES BRASILEIRAS
O nosso folclore tem sua origem nas raízes de três raças. O índio, o negro, e o português. Em cada região de nosso imenso país existe uma tradição e por conseguinte, uma maneira de expressão, seja nos costumes ou nas artes. É a ciência do povo, (folclore).
E a “voz do povo, é a voz de Deus”
O nosso país tem a forma de um grande coração, onde habita um povo generoso. No dizer de Humberto de Campos, o Brasil é o Coração do mundo, Pátria do Evangelho.
Existem inúmeras festas com danças típicas, entre elas a festa do Divino, trazida pelos portugueses.
Caruru a mais antiga e brasileira de todas as danças populares.
Dança de São Gonçalo, também trazida pelos portugueses.
Gongada, bailado dramático, de criação Jesuítica, que aproveitava o gosto que os escravos tinham pela dança, para difundir e propagar os princípios religiosos, afastando os negros de sua prática pagã.
Moçambique, Caípó, Terno de Zabumba, Reisado, Guerreiro, Maracatu.
Mas as festas juninas, trazidas pelos portugueses, alcançaram maior brilho em todo o Brasil.
Festejando Santo Antônio, São João e São Pedro.
Juntamente com as festas juninas, veio o Leilão de prendas.
Em muitas cidades, a festa tem caráter oficial e conta com a colaboração das autoridades municipais. É escolhido por sorteio uma personalidade, de alto conceito na comunidade.
Há um deslumbrante foguetório, atração máxima da festa. No largo da Igreja, ponto da comunicação popular, existem as barraquinhas das prendas que vai desde os frangos assados, doces, frutas, bolos, artigos de artesanatos, até caixinhas de surpresas. O leiloeiro figura central é indispensável, pois diverte os circunstantes com sua arenga pitoresca, entremeada de ditos chistosos, mantendo o maior lucro possível em benefício da Igreja e suas obras de assistência.
TIRANA
Festejada dança do Rio Grande Do Sul. Há grande variedade de Tiranas que se dança com batidas de palmas e de pés, esporas e troca de pares, numa coreografia harmoniosa e vistosa, ao som de violas e acordeões.
VILÃO DO LENÇO
Tipo de dança encontrada em São Paulo e Goivas, originária de Portugal. Vilão, significa,o habitante da vila. É dança de salão, acompanhada de violas, executada em duas fileiras de pares que se defrontam, formando um arco, segurando lenços esticados.
CATERETÊ
Também chamada CATIRA, segundo alguns de origem indígena derivada do Tupi (Cateram-etê) Conta-se que o padre Anchieta, teria aproveitado uma dança indígena- o CATERETÊ Para o seu trabalho de catequizar os curumins. Muito apreciada na zona rural…
BUMBA MEU BOI
O Boi- Bumbá é um folguedo popular no Norte e Nordeste do ciclo do Natal, mas que também se apresenta no Carnaval. Não tem coreografia própria e a dança se executa de acordo com as circunstâncias, ao ritmo da batucada. A figura central é o Boi de papelão colorido e ricamente vestido conduzido por um folião, ao redor do qual se desenvolve a dança.
INSTRUMENTOS MUSICAIS
De origem Indígena, Africana e Portuguesa. Os instrumentos musicais, principalmente os de percussão e ritmos são confeccionados pelos próprios sertanejos. Notável é o Pife flauta de taquara, de sete furos, que alguns nordestinos manejam com maestria. A viola descende da guitarra portuguesa. Pandeiro Atabaque, Tambor, Tamborim, Zabumba, Ganzá, Cuíca, Agogô, Reco- reco, Berimbau.
ARTESANATO
Em muitas regiões do nordeste. No centro e no Sul, Há confecção de cerâmica utilitária. O que se constitui em uma indústria caseira. São as mulheres que colaboram na despesa do lar, ajudando o marido que se ocupa dos trabalhos da lavoura. Usam a técnica primária dos índios, levantando as peças de barro com as mãos, até formar os potes, moringas, vasos e panelas estatuetas que são queimadas no forno. As cerâmicas feitas na roda são as mais perfeitas. Famosas são as cerâmicas de Carrapicho e Traipu, que ocupa toda a população das margens do Rio São Francisco.
PROVÉRBIOS
Anel de ouro não é para focinho de porco
Pau que nasce torto, tarde ou nunca se endireita
O porco morre na véspera, o homem no dia
Amor é um vento, vai um, vem outro.
Nunca falta um chinelo velho, para um pé inchado.
Nem por muito madrugar, amanhece mais cedo.
Chorar na cama que é lugar quente.
Meio dia, quem não almoça assobia.
Quem não tem cachorro, caça com gato, e quem não
tem gato, bota o pé no mato.
Desgraça pouca é bobagem, comida de porco é
lavagem. (Minas)
Desgraça pouca é bobagem. (S. Paulo)
Filosofia de vida
Quem ri por último, ri atrasado
Quem cedo madruga, fica com sono o dia inteiro.
Quem tem boca vai ao dentista.
Gato escaldado, morre.
Em boca fechada, não entra comida.
Essa é dedicada aos velhinhos
Os velhos valem pelo que são e não pelo que rendem.

A formação Artística divide-se em duas correntes a Erudita: de Caráter acadêmico, são as Artes Plásticas Propriamente ditas: Pintura,Escultura, Arquitetura ,Teatro , Música e Dança . E manifestações que expressão elementos artísticos sem influência acadêmica,são tradições culturais transmitidas na grande maioria das vezes de forma oral , é o Popular: manifestações folclóricas como: Danças, Musicas, Religião, Festas, Brincadeiras infantis,Típicas, superstições, lendas, mitos dentre outras.
O Folclore é
O conjunto de manifestações de caráter popular de um povo, ou seja é o conjunto de elementos artísticos feitos do povo para o povo, sempre ressaltando o caráter de tradicional destas representações, sempre transmitidas de uma geração para outra através da prática (os pais ensinam aos filhos, que desde pequeninos já praticam). O folclore varia bastante de um Pais para o outro, e até mesmo dentro de um Estado é bastante variável,pois as diferenças entre as regiões são muito grandes.No caso do Brasil o folclore foi resultado da união da Cultura a partir da miscigenação de três povos (Europeu, Africano, Ameríndio ).
O que resultou é que em muitas regiões brasileiras o folclore é muito diferente, pois devido as influências de cada um destes povos formadores do Brasil, algumas regiões apresentam uma maior tendência a uma origem mais detalhada, por exemplo, no Nordeste na zona Litorânea as presenças das influências indígenas, Portuguesas e negra são que quase igualadas, já mais para para o Sertão a presença da Cultura negra não é muito marcante como no litoral .
Lembrando que as manifestações folclóricas brasileiras, na sua grande maioria são manifestações de caráter de um povo mestiço, ou seja sofrem influência de diversas raças,mas apresenta características próprias e que também a grande maioria são manifestações completas em caráter artístico pois possuem elementos do Teatro, Dança, Música e Artes Plásticas.
O termo Folk-Lore foi empregado pela primeira vez em 22 de agosto de 1846. Donde fica agosto consagrado ao Folclore. Cultura, antropologicamente, é tudo aquilo que o homem faz, material e não materialmente, excluídas as necessidades fisiológicas. Também de difícil conceituação é a palavra povo. Aqui deve ser tomado como todos os participantes de uma comunidade. Folk-Lore, por ser formado de termos de duas línguas diferentes, leva a equívocos. Folk quer dizer povo; lore, o saber, o conhecimento, o costume. Pode-se afirmar: Folclore é o saber vulgar do povo. Não transmitido através de escolas e nem de livros e sim por imitação ou por força de tanto ver e ouvir.
Para ser determinado como Fato inteiramente folclórico
a) ser transmitido oralmente, de boca em boca, e não por meios eletromecânicos, como rádio, disco e livro.
b) ser social, praticado por muitos e não por uma só pessoa.
c) ser espontâneo, livre. Quando o professor dá um provérbio para ser analisado sintaticamente pelos alunos, aí não há o fato folclórico. já quando dito pelo mesmo professor ou pelos anos, espontaneamente, para explicar ou justificar um fato, nesse caso há o fato folclórico.
d) ser anônimo, não se conhece o autor de superstição,de uma dança popular, de um provérbio ou adivinhas.
Fonte: http://www.brasilfolclore.hpg.ig.com.br
“Velho é o tema, mas tão velho como o folclore é o sol, e o sol é sempre novo, quando esparge sobre o céu silencioso o ouro e a púrpura de sua flama, nos deslumbramentos do amanhecer.
Velha é a terra, mas o rejuvenescimento constante de seu seio, abrindo-se fecundo, em flores e frutos, repete-lhe, em cada instante que passa, a ressurreição de sua mocidade eterna.
Como o sol e a terra, o folclore é sempre novo, porque como o sol e a terra é também eterno e imortal.
Crescem-se-lhe as asas, em cada voejar sobre os seres, novas asas lhe nascem para suster na sua trajetória infinita.
E porque é eterno e imortal, vive o folclore em todos os seres, e espalha os tesouros imensos de sua força milagrosa.
Na infância do homem, as cantigas de ninar perpassam sob a gaze dos berços na voz carinhosa da mãe que sorri, contemplando a imagem do filhinho adormecido.
Na noite silenciosa e muda sopram aos ouvidos os acordes de uma serenata, inebriando os seres, vibrando em ternas canções de amor.
Canções que encheram a alma de nossos avós, umas e outras fizeram vibrar corações, que amaram e sofreram por nós, que, como nós, foram moços e envelheceram, que como nós, entraram na vida sob o fulgor de alvoradas de ouro e dela desertaram entre sombras e desenganos.
O folclore está em todo o meio ambiente. E põe a magia do seu gênio em toda a parte: Nas crendices, nas simpatias e nas superstições contra os ventos, as chuvas, os raios e as doenças.
O folclore do Brasil é riquíssimo, um dos mais ricos do mundo. Para sua formação, colaboraram principalmente, além do elemento nativo (o índio), o português e o africano. Estes três povos constituíram, podemos dizer, as raízes de nossa cultura. Posteriormente, imigrantes de outros países, como Itália e Alemanha, deram sua contribuição ao nosso folclore, tornando-o mais complexo e mais rico.
A tendência dos costumes de povos diferentes é, quando estes se relacionam de modo íntimo, construir expressões híbridas, ou seja, suas culturas se misturam, resultando em novas expressões de manifestação popular.
Como os grupos humanos influenciam uns aos outros, podemos dizer que o folclore não é uma ciência estática, morta. Ao contrário, ele é dinâmico, pois além de pesquisar o passado, tem de estar atento às transformações do presente.
O Brasil, vasto qual um continente, apresenta regiões distintas, onde há diferença de intensidade das influências dos povos formadores. Por outro lado, cada região possui seu gênero de vida de acordo com o meio ambiente, o que influi, também, no folclore brasileiro. A seguir, então, será narrada uma idéia geral dos vários desdobramentos do nosso folclore:
• Linguagem Popular: gíria, apelidos ou alcunhas, legendas, linguagem especial ou cifrada, metáforas, frases feitas. Além da palavra há a mímica e os gestos. Assim, nós temos expressões utilizadas em todo o país (“tirar o pai da forca”, “está se virando”), compreendidos por todos, e expressões regionais, somente entendidas pelos habitantes da região (“gineteando” RS “Fute” dito na região NE).
• Literatura Oral: poesia, história, fábulas, lendas, mitos, romances, parlendas, adivinhas, anedotas, provérbios, orações, pregões e literaturas de cordel, todos transmitidos oralmente;
• Lúdicos: são os folguedos populares tradicionais, os jogos, os brinquedos e brincos. Exemplos: Bumba-meu-boi (NE), Caboclinhas (PB e RN), Cavalhadas (RS, AL, PR e SP), Ciranda (PE), Congada (SP, ES, BA, MG, GO, PR, RS), Cordões de Bicho (AM), Fandango, conhecido em todo o Brasil e, ainda Guerreiros, Mamulengo, Maracatu, Moçambique, Pastoril, Quilombo e Reisado.
• Música: a música folclórica está presente em quase todas as manifestações populares. A serenata, coreto, cantigas de rixa, bendito, cantigas de cego, cantos de velório e cânticos para as almas são formas de músicas folclóricas.
• Crendice: (Superstições) as de caráter ativo se manifestam em regiões, cultos dos santos, seitas, cultos de fetiches; e as de caráter passivo nos presságios, esconjuros, orações, tabus e totemismos. Contam com patuás, relíquias, amuletos, talismãs, bentinhos e santinhos.
• Usos e Costumes: ritos de passagens, usanças agrícolas, pastoris, medicina rústica e trajes.
• Artes Populares e Técnicas Tradicionais: culinárias, rendas e bordados, cerâmicas e trabalhos artesanais.
A comemoração do Dia do Folclore é a 22 de agosto, data em que a palavra folclore foi empregada pela primeira vez.
Fonte: http://www.memoriaviva.org.br

É o conjunto de mitos, crenças, histórias populares, lendas, tradições e costumes que são transmitidos de geração em geração, que faz parte da cultura popular.
A palavra folclore vem do inglês “folk” = povo e “lore” = conhecimento e significa sabedoria popular. (saiba mais…) O folclore é a expressão cultural mais legítima de um povo.
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS
*é popular.
*emana do saber cultural.
*constitui-se em uma tradição.
*é transmissível notadamente pela oralidade e pela prática.
*faz parte do conhecimento coletivo.
*espelha uma situação ou ação.
*tem caráter universal.
*é anônimo, pois desconhecem-se seus criadores.
*é criatividade livre e espontânea de um povo.
PATRIMÔNIO CULTURAL
O folclore como expressão do povo faz parte de sua riqueza cultural e portanto está inserido no patrimônio cultural.
PROTEÇÃO JURÍDICA
Constituição Federal
*art. 215: “o Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais”;
*art. 216 : “Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens materiais e imateriais, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira nos quais se incluem:
I- as formas de expressão;
II – os modos de criar, fazer e viver;
III – as criações científicas, artísticas e tecnológicas;
IV- as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais;
V- os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico”.
Portanto, as crenças, lendas, tradições, costumes e tradições, são bens imateriais, que compõem o patrimônio cultural, estão protegidos juridicamente pelo texto constitucional citado. Tratam-se assim de bens imateriais difusos de uso comum do povo e que podem ser protegidos pela ação civil pública (Lei 4.3 /85).
Exemplo: quando manifestações ou representações do folclore são proibidas por autoridade, lei ou ato administrativo, podem ser defendidas juridicamente.
PERTENCEM AO FOLCLORE
A mitologia, as crendices, as lendas, os folguedos, as danças regionais, as canções populares, as histórias populares, os costumes populares, religiosidade popular ou cultos populares, a linguagem típica de uma região, medicina popular, o artesanato etc.
Fonte: ifolk.vilabol.uol.com.br
Podemos definir o folclore como um conjunto de mitos que as pessoas passam de geração para geração. Alguns nascem da pura imaginação das pessoas, principalmente dos moradores das regiões do interior do Brasil. Outras destas histórias foram criadas para passar mensagens importantes ou apenas para assustar as pessoas. O folclore pode ser dividido em lendas e mitos. Muitos deles deram origem a festas populares, que ocorrem pelos quatro cantos do país.
As lendas são estórias contadas por pessoas e transmitidas oralmente através dos tempos. Misturam fatos reais e históricos com acontecimentos, que são frutos da fantasia. As lendas procuraram dar explicação a acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais.
Os mitos são narrativas que possuem um forte componente simbólico. Como os povos da antiguidade não conseguiam explicar os fenômenos da natureza através de explicações científicas, criavam mitos com este objetivo: dar sentido as coisas do mundo. Os mitos também serviam como uma forma de passar conhecimentos e alertar as pessoas sobre perigos ou defeitos e qualidades do ser humano. Deuses, heróis e personagens sobrenaturais se misturam com fatos da realidade para dar sentido a vida e ao mundo.
Conheça um pouco mais sobre o folclore do Brasil
Boitatá
Representada por uma cobra de fogo que protege as matas e os animais e tem a capacidade de perseguir e matar aqueles que desrespeitam a natureza. Acredita-se que este mito é de origem indígena e que seja um dos primeiros do folclore brasileiro. Foram encontrados relatos do boitatá em cartas do padre jesuíta José de Anchieta, em 1560. Na região nordeste, o boitatá é conhecido como “fogo que corre”.
Boto
Acredita-se que a lenda do boto tenha surgido na região amazônica. Ele é representado por um homem jovem, bonito e charmoso que encanta mulheres em bailes e festas. Após a conquista, leva as jovens para a beira de um rio e as engravida. Antes de a madrugada chegar, ele mergulha nas águas do rio para transformar-se em um boto.
Curupira
Assim como o boitatá, o curupira também é um protetor das matas e dos animais silvestres. Representado por um anão de cabelos compridos e com os pés virados para trás. Persegue e mata todos que desrespeitam a natureza. Quando alguém desaparece nas matas, muitos habitantes do interior acreditam que é obra do curupira.
Lobisomem
Este mito aparece em várias regiões do mundo. Diz o mito que um homem foi atacado por um lobo numa noite de lua cheia e não morreu, porém desenvolveu a capacidade de transforma-se em lobo nas noites de lua cheia. Nestas noites, o lobisomem ataca todos aqueles que encontra pela frente. Somente um tiro de bala de prata em seu coração seria capaz de matá-lo.
Mãe-D’água
Encontramos na mitologia universal um personagem muito parecido com a mãe-d’água : a sereia. Este personagem tem o corpo metade de mulher e metade de peixe. Com seu canto atraente, consegue encantar os homens e levá-los para o fundo das águas.
Corpo-seco
É uma espécie de assombração que fica assustando as pessoas nas estradas. Em vida, era um homem que foi muito malvado e só pensava em fazer coisas ruins, chegando a prejudicar e maltratar a própria mãe. Após sua morte, foi rejeitado pela terra e teve que viver como uma alma penada.
Pisadeira
É uma velha de chinelos que aparece nas madrugadas para pisar na barriga das pessoas, provocando a falta de ar. Dizem que costuma aparecer quando as pessoas vão dormir de estômago muito cheio.
Mula-sem-cabeça
Surgido na região interior, conta que uma mulher teve um romance com um padre. Como castigo, em todas as noites de quinta para sexta-feira é transformada num animal quadrúpede que galopa e salta sem parar, enquanto solta fogo pelas narinas.
Mãe-de-ouro
Representada por uma bola de fogo que indica os locais onde se encontra jazidas de ouro. Também aparece em alguns mitos como sendo uma mulher luminosa que voa pelos ares. Em alguns locais do Brasil, toma a forma de uma mulher bonita que habita cavernas e após atrair homens casados, os faz largar suas famílias.
Saci-Pererê
O saci é representado por um menino negro que tem apenas uma perna. Sempre com seu cachimbo e com um gorro vermelho que lhe dá poderes mágicos. Vive aprontando travessuras e se diverte muito com isso. Adora espantar cavalos, queimar comida e acordar pessoas com gargalhadas.
Fonte: http://www.marista.org.br

“Velho é o tema, mas tão velho como o folclore é o sol, e o sol é sempre novo, quando esparge sobre o céu silencioso o ouro e a púrpura de sua flama, nos deslumbramentos do amanhecer.
Velha é a terra, mas o rejuvenescimento constante de seu seio, abrindo-se fecundo, em flores e frutos, repete-lhe, em cada instante que passa, a ressurreição de sua mocidade eterna.
Como o sol e a terra, o folclore é sempre novo, porque como o sol e a terra é também eterno e imortal.
Crescem-se-lhe as asas, em cada voejar sobre os seres, novas asas lhe nascem para suster na sua trajetória infinita.
E porque é eterno e imortal, vive o folclore em todos os seres, e espalha os tesouros imensos de sua força milagrosa.
Na infância do homem, as cantigas de ninar perpassam sob a gaze dos berços na voz carinhosa da mãe que sorri, contemplando a imagem do filhinho adormecido.
Na noite silenciosa e muda sopram aos ouvidos os acordes de uma serenata, inebriando os seres, vibrando em ternas canções de amor.
Canções que encheram a alma de nossos avós, umas e outras fizeram vibrar corações, que amaram e sofreram por nós, que, como nós, foram moços e envelheceram, que como nós, entraram na vida sob o fulgor de alvoradas de ouro e dela desertaram entre sombras e desenganos.
O folclore está em todo o meio ambiente. E põe a magia do seu gênio em toda a parte: Nas crendices, nas simpatias e nas superstições contra os ventos, as chuvas, os raios e as doenças.
E invade palácios, para fazer dançar os corações em festa, e entra na casinha pobre para minorar a dor, afugenta a tristeza e enfrenta a morte.
O folclore é como se fosse poema de amor feito em luz, do amor que cria, do amor que une, do amor que redime, do amor que purifica as almas.
O folclore espalha a paz. A paz é filha dileta do amor. E só é feliz o homem, e só são felizes os povos, nas horas de paz, nas horas em que sob seus tetos e dentro de suas almas não pairam as apreensões da maior de todas as calamidades que os afligem, que é a guerra.
Somos felizes porque em Olímpia a festa comandada pelo povo é um festival de amor, que entretece a felicidade da família, enchendo os corações, iluminando os dias incertos da vida e proporcionando a harmonia e o bem-querer entre todos os concidadãos.
Filhos desta pacífica OLÍMPIA onde o céu tem grande brilho e a terra muitos encantos. A nós foi dada a graça de podermos usufruir de uma FESTA DO AMOR: O FESTIVAL DO FOLCLORE.
Despertem olimpienses! Despertem brasileiros! Não fiquem arredios e indiferentes aos rumores da festa! Venham ver o folclore passar.”
Por Prof. José Sant’anna
DEFINIÇÃO
É o conjunto de mitos, crenças, histórias populares, lendas, tradições e costumes que são transmitidos de geração em geração, que faz parte da cultura popular.
A palavra folclore vem do inglês “folk” = povo e “lore” = conhecimento e significa sabedoria popular. (saiba mais…)
O folclore é a expressão cultural mais legítima de um povo.
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS
*é popular.
*emana do saber cultural.
*constitui-se em uma tradição.
*é transmissível notadamente pela oralidade e pela prática.
*faz parte do conhecimento coletivo.
*espelha uma situação ou ação.
*tem caráter universal.
*é anônimo, pois desconhecem-se seus criadores.
*é criatividade livre e espontânea de um povo.
PATRIMÔNIO CULTURAL
O folclore como expressão do povo faz parte de sua riqueza cultural e portanto está inserido no patrimônio cultural.
PROTEÇÃO JURÍDICA
Constituição Federal:
*art. 215: “o Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais”;
*art. 216 : “Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens materiais e imateriais, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira nos quais se incluem:
I- as formas de expressão;
II – os modos de criar, fazer e viver;
III – as criações científicas, artísticas e tecnológicas;
IV- as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais;
V- os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico”.
Portanto, as crenças, lendas, tradições, costumes e tradições, são bens imateriais, que compõem o patrimônio cultural, estão protegidos juridicamente pelo texto constitucional citado. Tratam-se assim de bens imateriais difusos de uso comum do povo e que podem ser protegidos pela ação civil pública (Lei 4.3 /85).
Exemplo: quando manifestações ou representações do folclore são proibidas por autoridade, lei ou ato administrativo, podem ser defendidas juridicamente.
PERTENCEM AO FOLCLORE
A mitologia, as crendices, as lendas, os folguedos, as danças regionais, as canções populares, as histórias populares, os costumes populares, religiosidade popular ou cultos populares, a linguagem típica de uma região, medicina popular, o artesanato etc.
A Palavra
Quando e onde apareceu a palavra Folclore?
No dia 22 de agosto de 1846, em Londres, foi criada pelo arqueólogo inglês, William John Thoms que a propôs à revista ‘The Atheneum’, para designar os registros dos cantos, das narrativas, dos costumes e usos dos tempos antigos. Thoms escolheu duas velhas raízes saxônicas: ‘Folk’, que significa povo, e ‘Lore’, saber formando assim ‘Folk-lore’, sabedoria do povo.
Com o decorrer do tempo, as duas palavras foram grafadas sem o hífen, formando uma só: Folklore, como foi usada no Brasil, até que a reforma ortográfica suprimiu a letra ‘K’, substituída, no caso, pela letra ‘C’, derivando a forma Folclore.
O Que o Povo?
A palavra povo, que usamos a toda hora, precisa ser bem compreendida, pois tem diversos sentidos, de que salientaremos os principais:
Povo é a gente que, embora, de várias raças, possui um modo de vida comum e habita um mesmo território. Confunde-se com a idéia de nação. Assim nós falamos do povo brasileiro, do povo francês ou do povo alemão. Assim dizemos que os deputados são os representantes do povo. Povo pode ser também uma aglomeração de gente, quando se diz que havia muito povo numa festa ou numa manifestação.
E, por fim, povo é a gente que pertence às camadas menos favorecidas, econômica, social e culturalmente, da sociedade, por exemplo, quando se diz que o povo fala errado. Neste último sentido, é que entendemos povo (em inglês folk) na concepção do folclore, a sabedoria do povo.
E a expressão se usa também para indicar os grupos em estado mais simples e natural, de vida rudimentar. Os nossos índios, por exemplo. Também estes nos interessam, pois muitos autores os fazem portadores de Folclore.
Qual é a sabedoria do Povo?
É tudo quanto o povo faz, pensa e sente.
É a cultura do povo, cultura de folk, variável em suas manifestações conforme a herança de conhecimentos transmitida pelas gerações anteriores.
É o comportamento, a atitude do homem diante de um fato, de uma pessoa, de um animal.
Esse comportamento resulta de um conjunto de crenças e práticas que se ligam às atividades, às técnicas, às normas sociais.
Qual é o conteúdo da sabedoria do povo?
O Folclore, sendo a sabedoria do povo, a cultura do povo, abrange todos os campos da vida humana, incluindo seus mitos e lendas, suas estórias, parlendas, adivinhas e provérbios, seus contos e encantamentos, suas juras, pregões, xingamentos e gestos, e também suas danças, seus teatros, suas artes, seus instrumentos e cantigas, suas festas tradicionais, suas crenças e crendices, sua magia, seus tabus e superstições, sua medicina, seus rezadores e benzedores, suas trovas, desafios e romances, suas orações, seus brinquedos e seus jogos, suas técnicas populares, suas rendas, bordados, trançados e cestarias, e sua cozinha.
Onde está o folclore?
Está e se desenvolve entre o povo e nas sociedades naturais, como entre índios, esquimós, pigmeus, aborígines. Mas não permanece nesses meios, sobe também A sociedade, influi nas camadas eruditas e ainda se projeta, como inspiração, nas letras e nas artes.
Como influência do Folclore nas camadas eruditas, podemos citar, dentre outras manifestações, as superstições (pessoais ou de classes, como as dos jogadores – de futebol e de carta – motoristas. aviadores, etc.), ora praticadas publicamente, ora em reserva. Entre as que não impõe qualquer pejo ao portador, destacamos o horror ao número 13, às sextas-feiras, ao gato preto, à coruja, o bater em madeira quando nomeadas certas pessoas que acredita dêem azar, fazer figa contra mau-olhado, entrar com o pé direito na sala de aula em dia de exame, em avião, etc. Afora as superstições, que são incontáveis, vicejam francamente na sociedade práticas religiosas de cunho fetichista (homenagens à Iemanjá, doces de São Cosme e Damião e uso intensivo de talismãs e amuletos).
Como fonte inspiradora, têm o Folclore vivificado obras literárias e artísticas. O movimento da revalorização da cultura popular teve início no começo do século passado, com o romantismo, e, assim, velhos temas musicais motivaram sinfonias e concertos, e as estórias, ou usos e costumes, incorporados a romances e ensaios. Além do emprego desses contos e melodias na literatura e na música, os estudiosos pesquisaram as suas raízes, os caminhos e meios de transmissão, chegando, por vezes, a marcar como seus antepassados raças muito antigas e já hoje extintas.
No Brasil, o aproveitamento do Folclore começou no século passado em obras de José de Alencar e Gonçalves Dias, na música de Alexandre Levy e Alberto Napomuceno, que brilhantes nomes do século XX iriam continuar. Também as artes plásticas, o teatro e cinema se voltam para essa fonte de beleza inesgotável.
Como saber se um fato é folclore?
O fato folclórico tem uma série de características próprias:
A) A primeira é o anonimato
Isto é, não tem autor conhecido. Naturalmente tudo tem um autor, foi feito por alguém, pela primeira vez, mas o nome desse alguém, desse autor, se perdeu através dos tempos, despersonalizando-se, assim, a autoria. A estória de Dona Baratinha que se considerou muito rica ao encontrar um vintém e, por isso, saiu à procura de quem com ela desejasse casar-se – nos parece, pelos seus elementos, essencialmente brasileira, pois o noivo é o nosso conhecido João Ratão, que no dia do casório, por gula, morre num caldeirão que continha nossa feijoada. Mas já havia sido registrada em uma coleção de estórias da Índia, há quase dois mil anos. Quem foi seu autor? Ninguém sabe. E quem inventou os brinquedos de roda com suas cantigas, as danças, as adivinhas, as trovas, os ditados? Quem disse, pela primeira vez: quem quer vai, quem não quer manda?
B) A segunda característica é a aceitação coletiva
É a aceitação do fato pelo povo e é essa aceitação que despersonaliza o autor. O povo, aceitando o fato, toma-o para si, considerando-o como seu, e o modifica e o transforma, dando origem a inúmeras variantes. Assim, uma estória é contada de várias maneiras, uma cantiga tem trechos diferentes na melodia, os acontecimentos são alterados e o próprio povo diz: “Quem conta um conto acrescenta um ponto”. A mesma coisa acontece com as danças, os teatros, a técnica. Tudo pode ser modificado, porque o povo dança, mas suas danças não têm regulamento, não são codificadas, tanto pode o conjunto de dançadores dar três voltas como apenas uma, a indumentária tanto pode ser rica e colorida como simples e ingênua. Há, contudo, uma certa estrutura que determina aquela dança, aquela estória, aquela indumentária, aquela cerâmica e as modificações não invalidam o modelo.
C) A terceira característica é a transmissão oral
Isto é, a que se faz de boca em boca, pois os antigos não dispunham de outros meios de comunicação. Não havia imprensa, não havia, portanto, nem livros, nem jornais, todos os conhecimentos eram transmitidos oralmente. Essa forma de transmissão, a oral, ainda persiste em meios primitivos e no interior de nosso país, nos povoados distantes, nas vilazinhas esquecidas, nos bairros longínquos. Só se aprende, nessas circunstâncias, por ouvir dizer e, no que se refere à técnica, feitura de aparelhos rudimentares, de rendas, de trançados, se aprende também por imitação, dispensado, muitas vezes, o ensinamento oral.
Na transmissão oral vive toda a história daquele grupo, daquele povo, e, em qualquer das modalidades particulares (lendas, contos com preceitos morais e normas de procedimento, narrativas imaginosas sobre a natureza e o sobrenatural, cantos, provérbios, parlendas, adivinhas, brinquedos, poesia, etc.) em conexão com o objetivo, facilita a apreensão e a conservação. A aquisição do conhecimento dá a cada qual a possibilidade de difundi-lo, de propagá-lo, cabendo, evidentemente, aos bem dotados, a responsabilidade maior nas cantorias, nas danças e nas técnicas, que se fixam pela prática freqüente, comunicação do exemplo e imitação espontânea.
D) A quarta característica é a tradicionalidade,
Não no sentido de um tradicional acabado, perimido, coisa passada, sem vida, mas de uma força de coesão interna que define o modelo do conglomerado, da região, do povo, e lhe dá uma unidade. Sem se poderem valer de outros expedientes, como professores, escolas, imprensa, as pessoas do povo se valem da tradição, veiculada pela transmissão oral, a fim de resolver suas situações, buscando na lição vinda do passado o que precisam saber no presente, já que suas possibilidades as endereçam mais A sabedoria constituída que à inventiva. A tradição, que é o modo vivo e atual pelo qual se transmitem os conhecimentos, não ensinados na escola, rege todo o saber popular, seja o desenvolvimento de um jogo, de uma dança, de uma técnica, seja uma atitude ante qualquer agente que exija definição de comportamento.
Essa força, que age no sentido de garantir a permanência dos valores de uma cultura, não segue seu destino nem cumpre sua missão sem lutas e empecilhos. Elementos de outras culturas a submetem a pressão, e isto provém de não ser absolutamente fechado o campo da cultura, antes, é um campo aberto onde se agitam as influências do próprio meio e as externas. Somente a inércia poderá retardar essas modificações, mas a cultura é viva, é dinâmica, e sofre evidentemente, impacto em todos os setores.
E) A quinta característica é a funcionalidade.
Tudo quanto o povo faz tem uma razão, um destino, uma função. O povo nada realiza sem motivo, sem determinante estritamente ligada a um comportamento, a uma norma psico-religiosa-social, cujas origens talvez se perderam nos tempos. A dança, por exemplo, não é apenas uma repetição de gestos com feição harmoniosa.
Inicialmente teria tido um destino, seja decorrente de rito religioso, seja de cerimônia do grupo, e, assim, deve ser vista como pane de um todo, da cultura do povo, é uma expressão a ser analisada como integrante de um contexto.
Por que o povo canta?
Canta para rezar, canta para adormecer a criança, canta para trabalhar, canta para festejar as colheitas e os acontecimentos, canta para ajudar a morrer e para enterrar seus mortos. Mas não dão concertos, recitais, audições como os eruditos; as suas festas têm épocas marcadas, com seus cantos e danças próprias. Assim, o Natal é comemorado com grupos de Pastorinhas, Bailes Pastoris e Folias de Reis; o Bumba-meu-boi aparece em datas distintas, variando conforme a região; Congadas e Moçambiques louvam a Senhora do Rosário e São Benedito, e ainda as Danças de São Gonçalo e de Santa Cruz, com destino certo.
No nordeste:

DANÇA
Frevo
Dança e música do carnaval em Recife, de rítmo agitado e impetuoso, cujos numerosos participantes(passistas), vestidos com fantasias típicas e agitando no ar pequenos guarda-chuvas coloridos, executam coreografia individual, singularizada por ágil movimento de pernas que se dobram e estiram freneticamente.

Capoeira
Tudo leva a crer que a capoeira, um misto de dança e luta, tenha sido criada e desenvolvida no Brasil pelos escravos e seus descendentes, como meio de defesa, com base em tradições africanas.

LITERATURA

Literatura de Cordel
É um gênero derivado do romanceiro europeu que se desenvolve desde o tempo de Carlos Magno. O nome “Cordel” vem dos varais improvisados com cordinhas para pendurar os folhetos com versos que relatam acontecimentos dramáticos do cotidiano da história política, ou reproduzem lendas e histórias.

COMIDA TÍPICA

A formação cultural do Nordeste, região com área de 1.561.177,8km2, gerou a mais diversificada culinária do Pais. Marcada, no entanto, por singulares diferenças. São inúmeras as alternativas, a começar pelos pratos vindos da Africa. Comece pelos abarás e acarajés, na Bahia. Ante-pastos aos vatapás e às moquecas de peixe, de ostras, de camarões, iguanas douradas pelo azeite de dendê. Há, também, pratos à base de peixes dos mais vários tipos, servidos em formas várias:
sopas, escaldados, cozidos. E casquinhas de caranguejo, frigideiras de siri mole e cavaquinhas. Não é só no mar que nascem as delicias. Oferece a cozinha nordestina pratos exóticos, elaborados com carnes de porco, de cabrito, de carneiro. E aves. Prazeres que vão desde as tripas à sergipana até a carne de sol à Natal, passando pelo xinxim de galinha e pela galinha d’Angola de Teresina.
No Nordeste, é fundamental também provar a feijoada à alagoana, o cozido à baiana, o mocotó e o bobó de inhame, criações capazes de acalentar os mais exigentes paladares. À sobremesa, delicie-se com cocadas, sorvetes e refrescos feitos com frutas típicas, como taperebá, manga, araçá, cajú e pitanga, graviola e mangaba. Há mais, porém. No Maranhão, estado que faz parte também da Região Norte, entregue-se, de corpo e alma, aos camarões, servidos como melhor lhe convier. Mas não se esqueça de degustá-los fritos, ao alho e óleo. E uma pedida fundamental. Que prepara o espírito para incursões pelo pudim de peixe maranhense, acompanhado de arroz de cuxá.

Agumas lendas:

Boitatá:
Representada por uma cobra de fogo que protege as matas e os animais e tem a capacidade de perseguir e matar aqueles que desrespeitam a natureza. Acredita-se que este mito é de origem indígena e que seja um dos primeiros do folclore brasileiro. Foram encontrados relatos do boitatá em cartas do padre jesuíta José de Anchieta, em 1560. Na região nordeste, o boitatá é conhecido como “fogo que corre”.

Mula-sem-cabeça:

Surgido na região interior, conta que uma mulher teve um romance com um padre. Como castigo, em todas as noites de quinta para sexta-feira é transformada num animal quadrúpede que galopa e salta sem parar, enquanto solta fogo pelas narinas

PASTORIL – FOLCLORE NORDESTINO

A origem do Pastoril está também vinculada ao teatro religioso semipopular ibérico, já que tanto na Espanha quanto em Portugal, as datas católicas se transformaram em festas eclesiásticas e ao mesmo tempo em festa popular. Segundo diversos autores, desde tempos muito antigos até o final do século XVI, são representadas peças de um ato relativas ao Natal, Reis, Páscoa, etc., numa mistura de elementos pastorais e alegóricos, de bailados, textos e canções. Esse teatro popular se afirmou em Portugal com os vilhancicos galego-portugueses, fonte primeira dos nossos pastoris.
No Nordeste os pastoris são cordões feitos de pastoras. Elas seguem divididas em duas filas paralelas: uma chamada cordão azul e a outra cordão encarnado. Entre as duas filas vai a Diana, personagem de equilíbrio, cujas roupas são metade azul e metade encarnada.
Os instrumentos são de sopro, cordas e percussão, as pastoras cantam e dançam e em algumas jornadas há solos alternados com o Coro.
Personagens: Mestra, Contra-Mestra, Diana, Anjo, Borboleta, Cigana, Libertina, Pastorinha, Velho e flores.
Em algumas Jornadas há uma Introdução, e outras iniciam-se com as suas músicas próprias.

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