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Artigo para a revista “30 anos de IOV”

Conheci o IOV no ano de 1996 por ocasião de uma viagem que fiz à Itália. Lá pude ver vários festivais organizados pelo IOV e me interessei pelo trabalho de divulgação e preservação das culturas populares. No ano seguinte, 1997 filiei meu grupo de Projeções Folclóricas ao IOV e de lá até hoje me dedico ao trabalho de não se deixar perder toda riqueza da cultura popular.
Comecei por melhorar o grupo de danças e músicas folclóricas brasileiras do qual sou diretora, promovendo cursos e incentivando a pesquisa. Em 1998, dei início aos Festivais Internacionais de Folclore na minha cidade – São Bernardo do Campo, que perduram até hoje. Foram 11 edições com poucas interrupções.
Com o objetivo de dar um suporte maior às atividades culturais no tocante a obtenção de recursos financeiros e apoios dos órgãos públicos, foi criado o “Instituto Professor Rafael Pasqualini Miquilin – Ong” no ano de 2006. Essa instituição foi fundada em homenagem ao meu filho, por isso leva o seu nome, falecido inesperadamente em 2002 com apenas 23 anos de idade, mas que já trabalhava bravamente em prol da cultura popular brasileira.
Atualmente exerço a função de Presidente Nacional do IOV Brasil e Secretária Executiva IOV América do Sul, cargo esse recebido em março deste ano. O foco do meu trabalho tem sido a expansão do IOV no Brasil e na América do Sul através da filiação de novos membros. A busca de pessoas comprometidas com a cultura popular e folclórica da região tem sido uma constante e graças a esse trabalho o IOV na América do Sul tem crescido muito. Estou ainda cadastrando e conhecendo os eventos já existentes na região e organizando outros de acordo com a necessidade.
Para dar conta dos interesses propostos pelo IOV foi criada uma equipe diretiva objetivando o desenvolvimento organizado dos eventos tais como: festivais, feiras, cursos, congressos, work shop, fórum e outras atividades. Devido a vasta extensão territorial e a grande quantidade de manifestações populares existentes na região, propus que fossem criados vários circuitos de eventos em regiões previamente limitadas, contemplando todas as partes do território e todas as manifestações existentes na América do Sul. É sabido que se trata de projeto verdadeiramente grandioso, porém, se acredita ser possível uma vez que se pode ter muitos membros filiados ao IOV e que cada qual se responsabilize por sua região. Considerando que a região da América do Sul possui grande número de manifestações folclóricas ainda em seu estado de pureza e originalidade sem influência da mídia e das modernidades, é urgente que se tome iniciativas no intuito da sua conservação.
Realizou-se um encontro na cidade de Criciúma, (sul do Brasil) nos dias 10 e 11/09 deste ano, encontro esse que contou com representantes dos países: Brasil, Argentina e Paraguai, enquanto que representantes dos países de: Colômbia, Peru, Venezuela, Chile e Equador, se manifestaram favoráveis ao movimento proposto confirmando seu interesse em participar do IOV. O trabalho consiste em nomear representantes com vontade de trabalhar em todos os países sul – americanos. No encontro em Criciúma, foi explicado o que é o IOV, seus objetivos, vantagens e direcionamento. Foi apresentado um modelo de trabalho que norteará cada membro filiado ao IOV: ”Como deve trabalhar e que trabalho executar em prol da cultura popular da sua região.“
Quanto ao Brasil, minha proposta é trabalhar com todos os 26 estados da federação brasileira, buscando conhecer as características da arte popular de cada um e nomear representantes que possam ser reconhecidos em seus trabalhos e que tenham disposição para dar continuidade às artes populares não somente de música e dança como também de artesanato, costumes, tradições e culinária. Na verdade o que se persegue nessa proposta é a democratização, atribuindo funções às pessoas comprometidas com a arte popular.
Do mês de março até agora o IOV já conquistou representantes nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo,Pará, Ceará e Sergipe, os quais se fizeram presentes no encontro em Criciúma. Conta ainda com representantes nos estados da Paraíba, Alagoas, Minas Gerais e Pernambuco. A equipe diretiva do IOV Brasil está trabalhando com afinco a fim de dar suporte aos novos membros com orientações e capacitação. A meta é chegar ao final de 2010 com 60 membros ativos no IOV, e assim garantir realmente que a cultura popular seja preservada.

Terezinha Pasqualini Miquilin
Presidente IOV Brasil
Secretária Executiva IOV América do Sul

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